Se você tem a impressão de que o tempo anda “sem pé nem cabeça”, saiba que o El Niño pode ter uma boa parcela de culpa nisso. Dá até para dizer que o clima recebeu uma energia negativa.
O fenômeno acontece quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal. Esse aquecimento muda o comportamento da atmosfera e acaba provocando mudanças no clima em várias partes do planeta. Embora o El Niño seja um fenômeno natural, seus impactos vêm sendo observados há bastante tempo e podem se tornar ainda mais intensos devido às consequências de ações humanas, diretas e indiretas, como o desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa. Resultado? O clima pesou. E pesou literalmente.
No Brasil, os efeitos aparecem de formas diferentes. Enquanto o Sul costuma enfrentar chuvas intensas e enchentes, o Norte e parte do Nordeste podem sofrer com períodos de seca e temperaturas mais altas. Além disso, a agricultura, a produção de energia e até o preço dos alimentos podem ser afetados.
O nome “El Niño” significa “O Menino”, em espanhol, porque pescadores do Peru perceberam que esse aquecimento das águas costumava acontecer perto do Natal. Mas de “menininho” ele tem só o nome. Quando aparece, transforma o clima em um verdadeiro caos.
A boa notícia é que o El Niño não dura para sempre. Ele aparece de tempos em tempos e, depois de alguns meses, perde força. Mesmo assim, enquanto está em ação, vale a pena ficar de olho nas previsões do tempo e se preparar, né? A vida não é um morango.
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